sábado, 27 de fevereiro de 2021

Governo apoia projeto de geração de renda com Cerâmicas Kadiwéu

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Artesã Kadiwéu Luana Aquino: Parceria difunde internacionalmente a cultura Kadiwéu e estimula a geração de renda por meio da venda de produtos pela internet

Artesã Kadiwéu Luana Aquino: Parceria difunde internacionalmente a cultura Kadiwéu e estimula a geração de renda por meio da venda de produtos pela internet

Campo Grande, MS – Pesquisadores do ‘Projeto de Pesquisa sobre Cerâmica e o Fomento da Comunidade e Cultura Kadiwéu em Mato Grosso do Sul’, desenvolvido na aldeia Alves de Barros, em Porto Murtinho, se reuniram na última semana com o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, para entregar um balanço das ações já realizadas e definir as atividades do próximo ano. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Governo Estadual, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade de Manitoba (do Canadá) e contempla uma série de ações de promoção da cultura da etnia e geração de renda para as artistas.

Pesquisadores do projeto e o reitor da UFMS, Marcelo Turine (à direita) entregam balanço das atividades executadas em 2020 ao secretário de Governo (no centro).

“Essa iniciativa é muito importante para nosso estado pois, além de difundir parte da nossa cultura material e imaterial, também ajuda no sustento da comunidade ao capacitar essas artistas (sob os aspectos econômico, jurídico e técnico) e oferecer uma estrutura para produção e venda dos seus produtos”, explica o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel. E para auxiliar na comercialização será criado, no próximo ano, um site da Associação das Mulheres Artistas Kadiwéu (Amak) com loja on-line. Também está prevista para 2020 a conclusão da revitalização do ‘Espaço Cultural da aldeia Alves de Barros’ e a construção de um local apropriado para abrigar um museu e loja dos produtos das oleiras e outros artesãos, criando um novo complexo.

 

Artistas receberam capacitação e se preparam para vender seus produtos pela internet para vários países.

Nem mesmo a pandemia atrapalhou o cronograma das atividades, que precisaram ser readequadas, como explica o coordenador do projeto, Antônio Hilário Urquiza da UFMS: “Tivemos que parar, depois retomar, com todo os protocolos de segurança, as visitas à aldeia. E chegamos à fase final, de prestação de contas, com grande satisfação ao ver a alegria da comunidade não só pela revitalização do centro cultural, mas também pelo empoderamento dessas mulheres e pela possibilidade de comercializar diretamente sua produção artística”.

O próximo passo do projeto prevê a inserção de novas etnias ceramistas, além do fomento ao turismo, conforme detalha a pesquisadora da equipe e Doutoranda em Antropologia pela Universidade de Manitoba, Viviane Luiza da Silva: “Pretendemos agregar os quiniquinau e os terena no projeto de geração de renda e iniciar um trabalho de etnoturismo na aldeia Alves de Barros, com capacitação para recepção dos turistas atendendo a uma vontade dos próprios moradores da aldeia”, antecipa.

 

Sobre a Parceria

Em 2015, a Universidade de Manitoba, UFMS e Governo do Estado (via Fundect) assinaram um Acordo de Cooperação Mútua para fomentar o intercâmbio cultural entre os países por meio de docentes, discentes e da cultura indígena. Essa parceria resultou na criação da Associação das Mulheres Artistas Kadiwéu (Amak) e em um outro projeto – que será executado em 2021, contemplando uma rádio indígena da aldeia Moreira de Miranda.

Espaço Cultural da aldeia Alves de Barros, em Porto Murtilho, foi revitalizado para integrar um complexo com museu e loja dos produtos das oleiras e outros artesãos

Deste intercâmbio entre as instituições resultou o projeto de pesquisa aplicada “Cerâmica, Comunidade e Cultura Kadiwéu”, iniciado em 2018 cuja conclusão está prevista para o fim deste ano. Também faz parte da mesma pesquisa a criação de um banco de dados digital, sobre o patrimônio cerâmico kadiwéu, com mais de 900 peças coletadas desde 1791 e identificadas em museus nas Américas e na Europa com uma possível exposição internacional.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (MS)
Fotos: Divulgação do Projeto

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